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Neabi, Loucos pela Vida e Manifesto Preto criam repertório musical para evidenciar Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

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Estudantes do Campus Curitiba que compõem o coletivo Manifesto Preto organizaram, com participação dos servidores que compõem o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) e o projeto de ensino e extensão Loucos pela Vida, uma lista de música de mulheres negras cantoras.

Elza Soares, Karol Conká, Iza… são cantoras que estão no mainstream, ou seja, são popularmente conhecidas. Mas a lista traz novidades para todos os gostos, como Bia Ferreira – com canções como “Cota não é esmola”, ou Preta Rara e a música “Falsa abolição”. São 122 e mais de 7 horas de música (por enquanto!).

“A ideia é que possamos apresentar para a comunidade acadêmica do IFPR diferentes cantoras negras, de diversos estilos musicais, agregando à luta contra o racismo a valorização da arte e cultura negra”, comenta a professora Patrícia Meyer, do Neabi. A intenção é de sempre fortalecer o núcleo a partir de uma maior coesão com outros projetos e movimentos do campus com a pauta antirracista. “O ‘rolê’ antirracista e de debate da questão racial no IF traz assuntos e vivências que são esquecidos para serem vistos. Isso empodera pretos e pretas, conscientiza brancas e brancos, torna o IFPR mais democrático”, destaca o aluno Gabryel Leandro, do coletivo Manifesto Preto.

Confira a playlist: No dia da mulher negra, ouça e conheça mais cantoras negras. Representatividade por meio da voz de nossas artistas. 

No dia 25 de julho é celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (Lei nº 12.987, de junho de 2014) e Dia Internacional da Mulher Afro-Latina Americana e Caribenha. Datas como essa são importantes para combater a invisibilidade e a desvalorização em aspectos como trabalho ou estética, dando voz para as narrativas que resgatam o protagonismo das mulheres negras.

Neabi irá promover fórum de diálogo

No dia 24 de julho, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) promoveu reunião para definir estratégias para 2020. No planejamento para o segundo semestre, estão ações de articulação com os núcleos de outros campus do IFPR, com organizações da sociedade civil e com os projetos do próprio campus, assim como atividades de formação.

“Ao promover debates que geram ampliação da consciência histórica e psicossocial sobre o racismo, bem como atividades que valorizam a diversidade étnico-racial, podemos contribuir para fortalecer as pessoas e grupos alvo de preconceitos raciais e discriminação, bem como educar quem pratica atos discriminatórios”, analisa a professora Adriana Gagno, que atua no projeto Loucos pela Vida e também no Neabi. “O Loucos pela Vida promove ações que visam provocar reflexão e análise crítica sobre o sofrimento psíquico e o processo de saúde/doença mental. Buscamos oportunizar estratégias coletivas de enfrentamento a este sofrimento. Infelizmente o racismo é uma fonte frequente de sofrimento para muitas pessoas e para a sociedade brasileira como um todo. Assim como não podemos aceitar ou ignorar atos discriminatórios, também não podemos conceber que apenas quem é alvo de preconceito racial seja responsável por lidar, individualmente, com esta dor”.

Para o diretor-geral Adriano Willian da Silva Viana Pereira, “em Curitiba, o Neabi tem uma importância ímpar, pois nele são discutidas coletivamente ações que tratam do resgate e inclusão da cultura e história dos indígenas e afrodescendentes na formação profissional dos nossos estudantes. E, o melhor, esse resgate é realizado na perspectiva dessas minorias, tornando este trabalho ainda mais significativo e importante para toda a comunidade acadêmica do campus”, afirma.

A diretora de Ensino Larissa Lopes Mellinger, que também compõe o Neabi, resgata que o núcleo surgiu em 2019, a partir de uma política institucional de ações afirmativas, promovida pela Reitoria, de valorização da diversidade étnico-racial e de enfrentamento a desigualdades. “O Núcleo começou sua organização agregando servidores interessados na temática, aproximou-se dos estudantes que também caminhavam com estas discussões, coletivo Manifesto Preto, e no ano de 2019, as principais ações coletivas foram a organização das bancas de validação de autodeclaração de pretos e pardos do Processo Seletivo do IFPR e o mês da consciência negra com diferentes atividades realizadas em parceria com os estudantes”.

Texto e Arte: Neabi Campus Curitiba

 

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